A quem interessa torrar Guto Ferreira?

Guto Ferreira foi uma contratação acertada do Inter. É bom treinador, tem ideias atualizadas de futebol, e já vinha merecendo uma oportunidade em time grande. O começo do seu trabalho mistura resultados razoáveis, notável evolução de rendimento em relação ao treinador anterior, e, é bem verdade, escolhas técnicas questionáveis (o que também era um equívoco grave do seu antecessor). Nico López ser preterido para que Cirino e Carlos sejam titulares é absurdo. Desperdiçar as qualidades do meio-campista Edenílson na lateral, onde não passa de um jogador mediano, tampouco me parece produtivo. O esquecimento misterioso de Klaus enquanto Léo Ortiz e Danilo Silva, em gritante má fase, acumulam falhas, também não ajuda. Erros existem, e pelo bem do Inter, não se pode hesitar em apontá-los. Porém, do ponto de vista coletivo há inegável evolução. O Inter começa a esboçar uma cara de time. A equipe de Guto Ferreira toca a bola com mais objetividade, agride o adversário desde o início do jogo, e tem sucumbido no segundo tempo das partidas graças a uma preparação física horrorosa deixada pela comissão técnica anterior, e que não vai melhorar do dia para a noite. No que diz respeito aos resultados, são oito pontos em doze, duas vitórias e dois empates, com dois jogos em casa e dois fora. Se não é aproveitamento de arrancar suspiros, também passa longe de ser um horror. E aí...

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